Quando faz sentido contratar
- Programa sem documentação: a máquina funciona, mas ninguém sabe o que o código faz nem como alterá-lo com segurança.
- Troca de integrador: o integrador anterior não atende mais e é preciso assumir o programa.
- Antes de um retrofit ou de uma migração de CLP: saber o que existe no código evita perder funções escondidas na troca de plataforma.
- Falhas sem causa clara: a máquina para ou se comporta de forma diferente de tempos em tempos, e a lógica é a suspeita.
- Máquina comprada usada ou importada: você recebeu o equipamento, mas não o conhecimento sobre o programa.
- Adequação à NR-12: parte das funções de segurança pode passar pelo programa do CLP, e é preciso saber quais.
O que você recebe
- Visão geral da arquitetura: módulos, modos de operação e sequência principal da máquina.
- Diagrama de chamadas das POUs: quais programas, funções e blocos existem e quem chama quem.
- Lista de I/O e de tags, separando o que está em uso do que sobrou no projeto.
- Mapa de alarmes e intertravamentos encontrados no código.
- Lista de riscos no código, priorizada por impacto na operação e na segurança.
- Recomendações: o que manter, o que refatorar, o que reescrever e quando migrar, em ordem sugerida.
Riscos que procuramos no código
| O que procuramos | Por que importa |
|---|---|
| Mesma saída escrita em vários pontos do programa | Alterar uma parte quebra outra, e o comportamento fica difícil de prever e de diagnosticar |
| Sequências e intertravamentos sem tempo limite nem tratamento de falha | A máquina trava esperando uma condição e não informa o motivo ao operador |
| Forçamentos de I/O ativos e condições desviadas no programa | Uma proteção pode estar desativada sem que ninguém na planta saiba |
| Funções de segurança tratadas em CLP padrão ou sem monitoramento | Precisam ser analisadas à luz da NR-12 e da ABNT NBR ISO 13849-1 |
| Código morto e variáveis sem uso | Confunde a leitura e esconde o que realmente comanda a máquina |
| Código-fonte indisponível: o programa só existe dentro do CLP | Sem o projeto original não há como alterar com segurança nem como recuperar após uma falha de hardware |
| Plataforma, firmware ou software de programação obsoletos, sem licença ou backup | Uma falha do CLP pode virar uma parada longa, sem peça de reposição nem como reinstalar o programa |
Dois formatos de contratação
O ponto de partida é uma auditoria enxuta, que responde se o programa é confiável e o que fazer com ele. A documentação completa é indicada quando a equipe de manutenção, ou outra empresa, vai assumir o programa.
| Formato | O que inclui | Quando usar |
|---|---|---|
| Auditoria | Leitura do programa, diagrama de chamadas das POUs, lista de riscos no código e recomendações, em um relatório | Para decidir o que fazer com a máquina, antes de alterar, reescrever ou migrar |
| Documentação completa | Tudo da auditoria, mais lista de I/O e de tags, mapa de alarmes e intertravamentos, descrição funcional por módulo e comentários no código | Quando a equipe vai manter o programa ou outra empresa vai assumi-lo |
O escopo e o prazo dependem do tamanho do programa (quantidade de I/O e de blocos) e da plataforma. Enviamos a proposta depois de ver uma amostra do projeto.
Plataformas
Somos especialistas em Beckhoff e TwinCAT 3, com certificação Beckhoff Certified Developer (veja integração Beckhoff e TwinCAT), e trabalhamos com CLPs de outras marcas com base na IEC 61131-3. Antes de aceitar o trabalho, confirmamos se conseguimos abrir o seu projeto no software correspondente.
Como funciona
- Recebimento do projetoCópia do programa ou acesso para leitura do CLP, sem alterar nada na máquina em produção.
- Leitura e mapeamentoEstrutura do projeto, POUs, I/O, tags, alarmes e sequências.
- Conferência com a máquinaO que o código faz é comparado com o que a máquina faz, com apoio de quem a opera, quando possível.
- Relatório e recomendaçõesDocumentação, lista de riscos priorizada e o caminho sugerido, apresentados em reunião.
O que precisamos de você: o projeto do CLP ou acesso para ler o programa, os diagramas elétricos e, se existirem, os manuais da máquina. Uma pessoa da manutenção ou da operação para tirar dúvidas ajuda muito.
E depois da auditoria?
O relatório serve de base para a decisão. Se o programa merece ser mantido, a programação de CLP faz as correções e a padronização. Se a plataforma está no fim da vida, o caminho é o retrofit e a migração de CLP. Se há funções de segurança no código, a apreciação de riscos NR-12 define o que precisa mudar.